Como a união da maior empresa de equipamentos de alto padrão para medicina e saúde estética com a primeira infraestrutura de tokenização autorizada pela CVM vai transformar o negócio de milhares de clínicas e profissionais do setor.
No setor de medicina e de saúde estética, crescer tem um preço bem definido. Um equipamento profissional de alta performance custa, em média, mais de R$ 100 mil. É esse ativo que permite a uma clínica oferecer um novo procedimento, atender mais pessoas, elevar o ticket médio e cobrar melhor pelo valor que entrega.
A dificuldade, no entanto, quase nunca está na decisão de comprar. Está em financiá-la.
Clínicas pequenas, consultórios e profissionais autônomos costumam esbarrar nos rígidos filtros do crédito bancário tradicional: faturamento irregular, pouca garantia formal, histórico de crédito curto. Quando o crédito aparece, é com taxa alta e prazo curto, e o equipamento que destravaria o potencial do negócio fica do lado de fora.
Do outro lado do balcão, a indústria enfrenta o espelho do mesmo problema. Para vender mais, ela precisa financiar seu cliente. E para financiar, geralmente recorre a capital de giro bancário — um dinheiro caro, que trava o balanço e limita a capacidade de expansão.
É um gargalo clássico da economia real. E gargalos assim se resolvem com estrutura de capital, não apenas com esforço comercial.
A indústria que resolveu financiar a própria venda
Nascida em Lajeado, no interior do Rio Grande do Sul, e com mais de 30 anos de mercado, a Medical San assumiu a liderança isolada do mercado brasileiro de equipamentos de alta performance para a área de medicina e de saúde estética.
Hoje em Estrela, com cerca de 1.250 funcionários e tendo dobrado de tamanho desde 2023, a empresa é uma exceção no país. Desenvolve tecnologia própria e fabrica até mesmo as placas eletrônicas no Brasil, competindo de frente com produtos importados de gigantes estrangeiras.
Foi esse know-how, aliado à proximidade com a realidade do cliente, que permitiu a criação de um braço financeiro para viabilizar a compra dos próprios equipamentos. Não se trata de uma simples parceria com um banco, mas da indústria assumindo o financiamento da própria cadeia (vendor finance), com duas vantagens competitivas que nenhum terceiro consegue reproduzir.
A primeira é a informação. Quem fabrica o equipamento sabe exatamente o que ele vale, quanto dura, quanto custa recolocá-lo no mercado e, principalmente, quanta receita ele gera para o cliente. A assimetria de informação, que encarece o crédito ao consumo nos bancos, simplesmente não existe aqui.
A segunda é o controle da garantia. Os aparelhos da Medical San saem de fábrica com uma tecnologia embarcada proprietária (IoT) que permite acompanhar o uso remotamente e, em caso de inadimplência, bloquear o equipamento. Somando isso à alienação fiduciária de primeiro grau sobre cada bem financiado, cria-se um mecanismo de recuperação robusto.
Na prática, o profissional que não passaria em uma esteira bancária tradicional passa aqui, pois o risco está sendo avaliado e mitigado por quem entende profundamente do ativo.
A ponte com o mercado de capitais que faltava
Um modelo desses gera uma carteira de recebíveis de qualidade. Mas uma carteira, sozinha, não é um ativo de mercado de capitais.
Para que o capital institucional financie uma carteira dessas, é preciso um veículo com estrutura jurídica, patrimônio separado, sistema de liquidação, critérios de elegibilidade, subordinação entre séries, monitoramento contínuo e reporte a investidor. Historicamente, essa é uma infraestrutura complexa e cara, cujo acesso era restrito apenas a poucas companhias de grande porte.
É aqui que a AmFi entra como a peça final que conecta e viabiliza todo esse ecossistema.
Sendo a primeira infraestrutura de tokenização para o mercado financeiro autorizada pela CVM, a AmFi trouxe a tecnologia, a eficiência e a escala necessárias para transformar os recebíveis da indústria em ativos líquidos. A plataforma estruturou e distribuiu a operação para conectar as clínicas e profissionais autônomos aos investidores institucionais, permitindo que a operação funcione de ponta a ponta com segurança e transparência.
“A indústria brasileira financia a própria venda com capital de giro caro”, diz Paulo David, CEO da AmFi. “Quando quem fabrica é quem financia, monitora e recupera a garantia, o risco fica onde ele é melhor gerido. Nosso papel é dar a essa carteira a forma de um ativo de mercado de capitais e, com isso, baratear o dinheiro que chega na ponta.”
Duas missões que se encontram
Dessa conexão, nasce a Debênture Medical San #1, emitida pela Monte Sião Capital Securitizadora (braço financeiro do Grupo Medical San), e a primeira operação monocedente estruturada e distribuída pela AmFi, formato em que uma única empresa ancora o lastro.
Ela é o resultado direto de dois movimentos de democratização que, juntos, se completam: a Medical San existe para colocar tecnologia de primeira linha nas mãos de quem cuida de pessoas, e a AmFi, para que empresas produtivas consigam acessar o mercado de capitais de forma moderna e eficiente.
“Nós desenvolvemos tecnologia no Brasil para que o profissional brasileiro não dependa de equipamento importado, mas não adianta ter a melhor tecnologia se ela não chega na clínica”, complementa Mauro dos Santos Filho, CEO do Grupo Medical San. “Essa operação com a AmFi amplia a nossa capacidade de fazer isso chegar.”
Para a Medical San, mais capacidade de financiar vendas sem comprometer o caixa da operação. Para o profissional de medicina e de saúde estética,, uma porta de crédito que o sistema tradicional mantinha fechada. Para o mercado, o precedente da carteira de uma indústria no interior do Rio Grande do Sul, estruturada com o mesmo rigor de uma emissão de companhia aberta.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui oferta, recomendação ou esforço de distribuição pública de valores mobiliários. A debênture mencionada foi objeto de colocação privada com esforços restritos, nos termos da regulamentação aplicável, e não são admitidas à negociação em mercado organizado.
